sábado, 10 de abril de 2010

vencendo o inferno parte 4

Este é o testemunho de Renato Pimentel, um homem que conheceu de perto e se relacionou diretamente com as manifestações mais malignas das trevas. Servindo ao diabo, declarou ódio ao bispo Macedo, chegando a persegui-lo pessoalmente. Hoje, ele é um membro fiel da IURD de Botafogo, no Rio de Janeiro. Leia também os capítulos 1, 2 e 3 do testemunho.

Fiquei obcecado em capturar o bispo Macedo. Seguia os passos dele como um cão farejador. Estava sempre com as antenas ligadas tentando captar alguma informação que pudesse me levar até ele.

Permaneci nesta intenção até que aconteceu a prisão dele em São Paulo. Foi uma frustração total para mim não ter realizado tal feito. Era uma questão de honra, pois nunca, em toda a minha vida policial, eu havia falhado em uma missão. Mas os planos de Deus eram outros. O tempo foi passando e aquele ódio todo pelo bispo foi diminuindo, porém, sempre com o ranço de que a Igreja Universal do Reino de Deus era uma seita de canalhas, conforme havia sido mostrado naquele programa de televisão, e que todos os pastores eram ladrões e os fiéis eram bitolados, que haviam passado por lavagem cerebral, e deixavam todo o seu salário naquelas sacolinhas vermelhas. A minha visão pela obra da Igreja Universal era assim até 5 anos atrás. Mas Deus já estava movimentando as águas para que minha vida tomasse outro rumo e eu me convertesse a Ele. Era só uma questão de tempo.

Continuava frequentando o terreiro de macumba diariamente. Eu, minha esposa e minha sogra. E, de vez em quando, ainda levava meu filho.

Tinha verdadeira adoração e admiração pelos demônios e suas obras malignas. Cheguei ao cúmulo de fazer um pacto com o chefe deles, lúcifer, para que me protegesse e fechasse o meu corpo de todos os males. Ele me dizia que com ele me protegendo, mal nenhum iria acontecer. Realmente, as coisas não aconteciam por completo, só pela metade. Ele fazia as coisas acontecerem, porém não deixava que elas se finalizassem de forma trágica, só para poder me mostrar e falar que ele havia me defendido e protegido. Realmente, o diabo é um canalha, um imundo. Faz as coisas acontecerem e as interrompe no meio do evento, só para provar que é o maioral, que te protegeu. É um derrotado, isso sim.

Aconteceu-me um fato, por sinal muito sério, mas que hoje eu compreendo o porquê do ocorrido. Era uma quinta-feira, por volta da meia-noite, e eu estava de moto, regressando para casa, quando do nada surgiram dois carros e outra moto no sinal. Eu estava totalmente distraído e, quando dei por mim, já estava com dois revólveres na cabeça. O assaltante mandou-me descer logo da moto senão iria atirar. Olhei bem dentro dos olhos do cidadão e do nada falei para ele: “Atira, seu otário. Quero ver se tu tens esta disposição toda!” Eu só ouvia o barulho de metal com metal. O cara apertou o gatilho por inúmeras vezes e nenhum disparo aconteceu.

Fiquei totalmente paralisado com a situação e em fração de segundos percebi a loucura que havia dito e das consequências que poderiam ter acontecido pela minha imprudência. De imediato, reparei que o assaltante saiu correndo, subindo na garupa da moto, gritando para que saíssem dali logo.

Não tinha sido eu que havia dito aquilo. Eu jamais diria uma coisa daquela e agiria daquele jeito. Nunca! Nunca mesmo!

Cheguei em casa não sei como. Minhas pernas tremiam como varas verdes. Parecia que meu coração iria saltar do meu peito. Peguei o telefone e liguei para a minha mulher, contando o ocorrido. Ela ficou muito assustada e pediu-me que ficasse em casa e não fosse encontrá-la como havíamos combinado. Que nos veríamos no dia seguinte.

Foi o que fiz. Não comentei este assunto com mais ninguém. Nem a minha sogra soube. Minha mãe muito menos. Inclusive, não fui à delegacia fazer o registro pois foi na época em que o Rio de Janeiro passava por uma fase atribulada, em que as facções criminosas estavam realizando atentados contra as dependências policiais. A coisa passou e na segunda-feira seguinte era dia de sessão dos exus lá no centro. Foi só botar o pé lá dentro que o capeta chefe de lá mandou me chamar e começou a falar sobre o fato ocorrido na quinta-feira. Ele me disse que estava lá e não havia deixado nada me acontecer porque eu era fiel a ele e o servia com dedicação. Que ele é quem havia falado para o cara atirar e que fez a munição falhar. E também, que uma amiga minha, que havia falecido recentemente em um acidente de carro na Barra da Tijuca, estava ao meu lado e pediu a ele que não deixasse que nada de ruim me acontecesse, por isso, ele resolveu intervir por mim.

Em relação a essa amiga, realmente ela havia morrido de acidente de carro, dias antes, na Barra da Tijuca, comemorando a vitória do jogo do Brasil. Éramos muito amigos mesmo. E ninguém lá no centro sabia dessa nossa amizade a não ser eu e minha mulher.

A partir daí, minha admiração pelos encostos aumentou de forma absurda. Servia a eles incondicionalmente. Quando ia beber nos botequins da vida, sempre pedia um copo a mais, enchia-o até a boca e o deixava em cima do balcão. Logo após, vinha alguém do nada e bebia. Não dava nem tempo da bebida esquentar. Ninguém entendia nada. Da mesma forma que a figura surgia, ela sumia. Parecia mágica.

Por muitas vezes, ele se materializava e ficava horas conversando comigo sentado ao meu lado. Falávamos de todos os assuntos possíveis e imagináveis. Era uma coisa engraçada, pois parecia que ficávamos invisíveis às outras pessoas, pois passavam por nós e era como se não estivéssemos lá. É meio difícil de explicar. As pessoas nos viam, mas não iam até nós para conversar. Com isso, comecei a ficar solitário. Meus amigos se afastaram de mim. Não tinha mais ninguém com quem sair e conversar e a cada dia que passava, eu e minha mulher nos distanciávamos mais um do outro. Não conseguíamos mais nos falar. Vivíamos outra vez o verdadeiro inferno conjugal. Ela estava grávida da nossa filha e, de uma hora para a outra, afastou-se de vez da macumba. Não queria ir de jeito nenhum para lá. Não tinha quem conseguisse fazê-la botar os pés dentro de um centro espírita. Parou de fumar e beber, porém ainda não havia largado de vez os espíritos.

Ainda tínhamos dentro da nossa casa, no quarto de empregada, um altar no qual colocávamos bebidas, doces e frutos para os espíritos e, acreditem, o quarto vivia cheio de morcegos que iam lá beber e comer das oferendas.


Vencendo o inferno – Capítulo 03



Este é o testemunho de Renato Pimentel, um homem que conheceu de perto e se relacionou diretamente com as manifestações mais malignas das trevas. Servindo ao diabo, declarou ódio ao bispo Macedo, chegando a persegui-lo pessoalmente. Hoje, ele é um membro fiel da IURD de Botafogo, no Rio de Janeiro. Leia também os capítulos 1 e 2 do testemunho.


Não tinha do que reclamar, pois tudo estava indo de vento em popa, mas eu mal sabia o que me esperava mais adiante. O diabo estava aprontando para mim à surdina.

A minha ex-companheira estava cada vez mais caindo em depressão profunda. Fazia trabalhos de feitiçaria para me amarrar a ela e a cada feitiço feito eu descobria, pois os demônios que me acompanhavam me mostravam e eu me afastava dela cada vez mais.

Tínhamos brigas homéricas. Até o dia em que ela começou a beber. Tomava porres e mais porres. Começava me agredindo com palavras, até chegar ao ponto de querer me agredir fisicamente. Foi quando tomei a decisão de ir embora.

Ela tinha uma amiga que fazia feitiços e começou a demandar pesado contra mim. Até trabalho para eu morrer ela fez, porém o meu Deus tinha um plano em minha vida e nada daquilo que ela havia feito conseguiu me atingir de forma contundente. Mas, não pensem que ela desistiu tão facilmente. Ela continuou um bom tempo gastando tudo o que tinha e o que não tinha para me ver nas trevas de qualquer forma, porém, em vão.

Fui morar com a minha saudosa mãe durante um bom tempo. Nesse ínterim, conheci minha atual esposa, Claudia Diniz, que já deu seu testemunho no Blog do bispo Macedo anteriormente (“Sexo com lúcifer”).

Foi aí que o capiroto aloprou de vez. Ele não sossegou um só minuto desde que conheci minha esposa. Ele tentava nos matar de todo o jeito. Armava ciladas e mais ciladas para que nós déssemos um vacilo só e ele pudesse ceifar nossas vidas, porém, mais uma vez nosso Deus misericordioso interveio e estamos aqui prestando nosso primeiro testemunho de muitos que ainda virão a ser dados, pois, uma coisa nesse tempo todo em que servi ao diabo eu aprendi e gostaria de poder passar a quem se interessar a pelejar contra o ele: o tinhoso só entra na nossa vida se nós permitirmos. Ele fica à espreita aguardando um só convite, sem o qual ele não pode entrar e agir.

Enquanto Jesus Cristo bate à porta e aguarda, o maldito do satanás fica à nossa volta o tempo todo esperando a brecha para fazer da nossa vida literalmente um inferno. Ele não respeita nada. Para ele, não tem essa de idade, cor, sexo e principalmente religião, atente bem para isso, eu disse religião e não fé. Existe muita diferença entre religião e fé. A religião é o câncer da fé. Ela vai minando a fé gradativamente, até transformá-la em fanatismo e cegando totalmente o fiel, pois ele deixa de crer em Deus da forma pura, perdendo o primeiro amor, e passa a agir de maneira adversa à vontade do nosso Senhor, que é adorá-Lo, servi-Lo, respeitá-Lo.

O crente fanático passa a observar a conduta do próximo, esquecendo-se da sua própria vida com Deus. O fanático torna-se fiscal dos costumes e atitudes dos fiéis de sua igreja e das pessoas que o cercam, vigiando a vida alheia, apontando e criticando a ação de todos.

Satã é muito organizado. Ele criou um sistema de operação de guerra aos cristãos, muito eficiente. Ele utiliza de todas as formas para obter almas. O reino do mal é dividido em exércitos e cada um deles com seu respectivo comandante, os quais têm seus sub-comandantes e estes seus subordinados, que fiscalizam a ação de todos os outros demônios.

O diabo tem legiões específicas para todos os tipos de países, áreas, regiões, enfim, é um organograma muito complexo, o qual eu necessitaria de muitos capítulos para tentar ilustrar como é feita a distribuição e como agem estes exércitos do mal. É uma coisa muito forte, mas que se enfraquece mediante o Nome do nosso Senhor Jesus Cristo e pela fé na santíssima trindade.

Existem seitas que arregimentam mulheres lindíssimas que são treinadas para se infiltrar nas igrejas e desviar pastores e obreiros, tudo isso por amor a lúcifer e mediante a promessa de prosperidade e da vida eterna ao lado dele.

Outras irmandades cultuam o demônio de forma incondicional, utilizando o bode como a imagem do próprio demo, inclusive recolhendo o sangue do animal consagrado ao mal e injetando-o na própria veia, como forma de fortalecimento e permitindo assim a manifestação de poder e força no indivíduo que se aplicou.

Empresas de gêneros alimentícios consagram os alimentos aos demônios e depois os colocam no mercado. Sites infantis, aparentemente inofensivos, entram de forma pesada em nossas casas, atacando nossas crianças de forma incondicional.

Conheci minha atual esposa em 1992, com quem estou casado oficialmente há quase 5 anos, tanto no civil quanto na IURD. Foi aí que o imundo não sossegou mais. Tentou nos matar de todas as formas possíveis e imaginárias.

Nós nos encontrávamos todos os dias para beber. Tínhamos hora para começar, porém não tínhamos para parar. Enquanto os bares de Botafogo estavam abertos, lá estávamos nós bebendo. Chegamos a um estágio que não ficávamos mais bêbados. A cerveja não fazia mais efeito. Tínhamos que beber bebidas destiladas para ficarmos “alegres”, porém nunca bêbados. E não tinha essa de ter que pagar bebida, cigarro, comida, pois, devido à minha condição de policial, os donos dos estabelecimentos comerciais gostavam que eu permanecesse no local por questão de segurança para eles próprios, pois, onde o “diabo loiro” (era assim que eu era conhecido no Rio de Janeiro) estivesse, a malandragem ”vazava”.

O pessoal do lado oposto da lei tinha verdadeiro pânico só de ouvir o meu nome. Era só eu chegar em qualquer lugar, que de repente esvaziava tudo e ficava a maior paz. E, assim, eu ia levando a minha vida, ao lado da mulher que eu amava, curtindo o meu filho, quando a minha ex-esposa deixava, e afastado dos centros espíritas, fazendo minhas magias quando precisava, porém, sempre amando e crendo muito em Deus. Não conhecia ainda o Deus da Bíblia. Já tinha ouvido falar de Jesus, porém, nunca havia tido curiosidade em saber mais a respeito DEle.

Eu e minha esposa tínhamos um relacionamento muito forte. Parecia uma coisa do outro mundo. Éramos cúmplices em tudo, porém, tínhamos muitas discussões por ciúmes e besteiras. Agredíamos-nos de forma verbal, mas nunca fisicamente. Às vezes, ficávamos dias sem nos falar, mas depois tudo voltava ao normal.

Só que depois de certo tempo comecei a observar que ela estava tendo um comportamento meio estranho, até o dia em que ela manifestou com um encosto dentro do meu carro. Lembro-me nitidamente desta passagem. Estávamos eu, ela e meu filho, que naquela época estava mais ou menos com uns 7 anos. Estávamos voltando da casa da minha mãe quando ela manifestou com o espírito do capeta e começou a falar coisas desconexas e a se referir de forma agressiva ao meu filho, dizendo, inclusive, para que eu parasse o carro e o deixasse ali mesmo, no meio do túnel, para que ele morresse, ou então ele – o espírito ruim – iria matar os três dentro do carro em um acidente. Foi uma luta para segurar o bicho. Ele tentava de todas as formas jogar o carro de encontro ao paredão do túnel e eu tinha que dirigir, segurar o capeta e tentar acalmar o garoto que estava em pânico.

O meu filho estava em prantos, assustadíssimo com a cena que estava presenciando. Só sei que consegui ligar para a mãe dela e acabamos parando na porta do cemitério São João Batista, em Botafogo, por volta das 23 horas. A minha sogra de imediato ligou para uma mãe de santo de um terreiro onde elas trabalharam por um tempo e esta pediu que nós levássemos minha esposa, com urgência, ao centro espírita para que tentasse descobrir o que estava acontecendo.

No dia seguinte estávamos lá no horário combinado. A mãe de santo jogou búzios para a minha esposa e revelou que os santos estavam aborrecidos e que se ela não começasse a servi-los novamente, ela corria um sério risco de vida. Falou que eu deveria voltar a bater tambor para ajudá-la e a mim também. Não deu outra, lá estávamos nós envolvidos com os encostos de novo.

Ela recebia vários tipos de encostos e eu ficava batendo tambor e cantando para o desgraçado do capeta. E lá estava eu de novo envolvido com os espíritos e de quebra ainda levava a minha sogra para trabalhar para eles também.

Ficamos anos servindo aos encostos, sempre à base de ameaças. Se não fizéssemos isso ou aquilo, seríamos punidos, pois os capetas não admitiam ser contrariados.

E assim a nossa vida foi seguindo, até que surgiu, em um domingo à noite, numa emissora de televisão, uma reportagem a respeito da Igreja Universal, falando sobre o bispo Macedo. Foi ódio à primeira vista. Quando eu soube que havia sido expedido um mandado de prisão contra ele, fui o primeiro a me colocar à disposição para prendê-lo onde fosse. Fiquei quase um ano inteiro correndo para lá e para cá atrás do bispo Macedo, mas, graças a Deus, não logrei êxito nesta missão. Foi a única, em toda a minha carreira, em que não obtive sucesso.

O meu ódio pelo bispo aumentava a cada dia que passava. Não podia passar por uma Igreja Universal que eu cuspia no chão, mudava de calçada, chamava os pastores de ladrões, zombava dos evangelistas que distribuíam os jornais. Quando via pela televisão as pessoas manifestadas, dizia que eram todas compradas e pagas para fazer aquele teatro todo, enfim, tinha verdadeira aversão ao bispo Macedo e a tudo que pudesse ser vinculado a ele.

Naquela época, jurei por mim mesmo e pelos santos que eu servia que jamais poria os meus pés em uma Igreja Universal. Só se fosse para prender aqueles que eu considerava como bando de ladrões e o chefe daquela quadrilha (bispo Macedo).



Vencendo o inferno – Capítulo 02



Este é o testemunho de Renato Pimentel, um homem que conheceu de perto e se relacionou diretamente com as manifestações mais malignas das trevas. Servindo ao diabo, declarou ódio ao bispo Macedo, chegando a persegui-lo pessoalmente. Hoje, ele é um membro fiel da IURD de Botafogo, no Rio de Janeiro. Leia também a primeira parte do testemunho.


Minha vida sempre foi muito atribulada, cheia de fortes emoções. Namorava várias mulheres ao mesmo tempo, a maioria delas casadas. Então, era um tal de marido traído atrás de mim para tentar me matar que não acabava mais.

Gostava de fazer artes marciais e não fugia de uma boa briga. Andava com uma rapaziada em Copacabana, no Rio de Janeiro, que praticamente todo dia arrumava uma confusão. Era pedaço de pau, corrente, tijolo, pedra, enfim, não tinha refresco. Baixávamos no Hospital Miguel Couto todo santo dia.

Eu era tão perturbado, que por falta do que fazer e por não ter Jesus no coração, tentei o suicídio diversas vezes, só para saber como era do lado de lá. Só que nosso Deus foi tão misericordioso que não deixou que os planos do diabo se concretizassem em minha vida.

Num belo dia, em Copacabana mesmo, conheci a mãe do meu filho. Ela frequentava um centro espírita e me levou lá para conhecer. Foi amor à primeira vista pelo local. Fiquei impressionado com a estrutura de lá. Fui muito bem recebido e de imediato a mãe dos encostos me disse que eu tinha um santo muito forte que me protegia e que eu precisava tratar dele, pois precisava se desenvolver. Disse-me que pelo tamanho, não era espírito de incorporar nas pessoas, pois devido à sua compleição física, não havia ninguém que tivesse estrutura para suportar sua manifestação, pois era imenso e forte. Tinha quase seis metros de altura.

Fiquei deslumbrado com tal revelação e comecei a frequentar o local como “ogan”, que é o encarregado em cantar, tocar os atabaques, fiscalizar e dar rumo às sessões.

Não faltava a uma sessão qualquer. Estava lá chovesse ou fizesse sol, batendo tambor para os espíritos, servindo incondicionalmente a eles.

Após 3 anos de relacionamento com a minha ex-esposa nasceu meu filho, que de imediato foi apresentado aos encostos. Foi o maior erro da minha vida ter feito isso.

Minha vida conjugal era um inferno, vivíamos brigando, discutindo, só não chegamos a vias de fato devido a não ser de o meu feitio agredir uma mulher. Após 6 meses de discórdia insuportável, nos separamos. Eu já não aguentava mais viver daquele jeito.

Naquela época, eu estava afastado do tal centro espírita e não queria saber de mais nada com eles, porém, sempre crendo muito em Deus.

Logo após a minha separação, conheci outra pessoa com a qual iniciei um relacionamento, indo morar com ela. Só que dessa vez sem me casar oficialmente. Moramos juntos por quase 6 anos, mas, mais uma vez o inferno reinava em minha vida. Foi quando fiz um concurso público e ingressei na área de segurança pública, em 1986. Daí é que a maionese desandou de vez.

Imaginem só, garotão da zona sul, modéstia à parte, boa pinta, bom de papo, bem articulado e com uma carteira no bolso que me abria as portas em qualquer lugar que eu quisesse. Era tudo que o diabo queria para bagunçar de vez com as pessoas que estavam próximas a mim e as que viriam a se aproximar.

O sucesso no meio do meu novo emprego foi inevitável. As coisas fluíam naturalmente. Tudo dava certo para mim. Obtive chefias, tinha acesso a secretários de segurança, governadores, estava sempre em voga na mídia devido a operações audaciosas, enfim, sentia-me o último biscoito do pacote.

Tinha todas as mulheres que queria. Bastava olhar, desejar e, pronto, em um segundo já estava saindo com elas. Passava o dia todo bebendo nos bares de conhecidos que ia fazendo no dia a dia. Frequentava todos os tipos de inferninhos que se podia imaginar. Não tinha hora para nada. Só passava em casa para tomar banho e trocar de roupa. E a coitada da minha ex-companheira em casa, aguardando o “todo poderoso” chegar, para mendigar um pouquinho de atenção do “bonitão”.

Cada dia que passava eu ia me afundando mais em soberba e prepotência. Era altamente orgulhoso. Sentia-me o dono da razão. Se fosse contrariado, o “bicho pegava geral”.

Se não resolvesse na conversa, era no tapa. E, dependendo da situação, apelava para magia e para os espíritos. E, assim, ia cada vez mais me atolando na lama das trevas.





Vencendo o inferno – Capítulo 01




Este é o testemunho de Renato Pimentel, um homem que conheceu de perto e se relacionou diretamente com as manifestações mais malignas das trevas. Servindo ao diabo, declarou ódio ao bispo Macedo, chegando a persegui-lo pessoalmente. Hoje, ele é um membro fiel da IURD de Botafogo, no Rio de Janeiro.

Acredito que meu testemunho comece como o testemunho de qualquer pessoa comum. Venho de uma família simples, de classe média alta. Estudei em ótimos colégios e tenho o nível superior completo, sendo bacharel em direito.

Minha família, por parte de mãe, era católica fervorosa, enquanto que por parte do meu pai, eram todos espíritas kardecistas e, de vez em quando, frequentavam a umbanda.

Minha mãe era de uma cidadezinha do interior do sul de Minas Gerais e quando ia passar minhas férias escolares lá, à noite viviam contando “causos” de fantasmas, cada um mais cabeludo que o outro, ao lado do fogão de lenha, até altas horas da noite.

Ficávamos escutando aquelas estórias atônitos e morrendo de medo de que aqueles seres horrendos viessem nos incomodar na hora de dormir.

Havia também uma bananeira que chorava igual uma criança nas noites de sextas-feiras de lua cheia e isso eu presenciei. Realmente, ouvia-se um choro de recém-nascido no pé da bananeira, mas quando se chegava ao lado dela, este parava instantaneamente e era só se afastar que ele recomeçava.

Havia outros “causos” dos quais não me recordo. E para completar a sessão de terror na minha infância, ainda existiam os tais “guias” que me davam passe, benziam a água para bebermos e me diziam que se eu não fosse uma boa criança para os meus pais e avós que o “bicho ruim” iria me pegar. Enfim, fui criado em plena tortura psicológica e aquelas estórias e ameaças, foram gradativamente me atemorizando de uma forma tão grande que fui levado a temer os espíritos até pouco tempo atrás.

Sentia a presença de alguém sempre me acompanhando, principalmente quando estava sozinho e no escuro. Era uma presença tão forte que podia sentir o calor e a respiração que vinham por trás de mim. Via vultos constantemente. Vultos de várias formas e cores. Falava com pessoas que não existiam, mas que eu via e conversava nitidamente com elas. Ninguém as via, só eu.

A casa do meu avô, em Minas Gerais, era uma antiga igreja que ele comprou e transformou em residência e armazém. O nosso quarto de hóspedes era justamente na capela onde os corpos dos mortos eram velados. Parecia o playground dos espíritos que vagavam por lá. Eles aprontavam mil e uma com a gente. Deitavam conosco na cama, puxavam as cobertas, pegavam os nossos chinelos e passeavam com eles pelo quarto, enfim, não nos deixavam em paz de jeito nenhum.

Por duas vezes a coisa ficou feia para o meu lado. Na primeira, eu falei que já estava cheio e que não acreditava mais neles (espíritos) e que ia dormir. Era por volta das 14 horas e eu estava sozinho no quarto, quando, de repente, a cama começou a se movimentar sozinha, indo para frente e para trás. Tentei gritar pedindo socorro, mas uma coisa tapava a minha boca, me impedindo de gritar. Minha voz não saía de forma alguma. Daí, comecei a rezar o Pai Nosso e a chorar, até que a coisa foi acalmando e parou a cama no mesmo lugar. Porém, o chão ficou todo marcado com os arranhões dos movimentos feitos pelo móvel. Não falei nada para ninguém, pois sabia que iriam zombar de mim.

Já na segunda vez o negócio ficou feio mesmo. Eu tinha mais ou menos uns 7 para 8 anos e tive um dia muito agitado com a minha mãe. Deixei-a tão desnorteada que ela me disse as seguintes palavras: “Você lembre bem de tudo o que está me fazendo e dizendo, pois quando o “bicho ruim” vier te pegar, não venha me pedir socorro, pois não vou te ajudar. Você que se vire com ‘ele’!” Foi o suficiente para eu sossegar, porém aquelas palavras ficaram martelando no meu ouvido o dia todo. Pedia a Deus que não anoitecesse nunca, pois eu sabia que à noite o tal “bicho ruim” viria acertar as contas comigo.

Dito e feito, hora de dormir. Minha mãe me colocou na cama, me deu um beijo de boa noite e saiu do quarto. Foi o tempo suficiente para ela chegar à sala e o maldito do “bicho ruim” começou a me torturar. Foram minutos intermináveis de terror e dor. Ele me sufocava, tapava a minha boca para eu não gritar, me batia no rosto, apertava meu pescoço, me beliscava, me dava socos, pisava na minha barriga, como se estivesse pulando em mim e eu não conseguia esboçar nenhum tipo de reação, foi quando me lembrei de que na minha cabeceira havia um crucifixo. Tentei pegá-lo, porém, em vão, mas comecei a rezar (rezar, pois naquela época eu não sabia o que era orar) novamente o Pai Nosso, até que a coisa foi passando, passando e consegui sentir-me livre daquela tortura toda. Tentei me levantar e não consegui. Tentei chamar pela minha mãe e não tinha forças para falar. Estava exausto. Parecia que eu havia corrido quilômetros.

Nunca, em toda a minha vida, eu comentei este episódio com alguém, nem mesmo com a minha mãe, pois tinha medo que o desgraçado voltasse para me punir por ter contado o que ele havia feito comigo.

Depois deste acontecimento, nunca mais tive contato físico com os espíritos, porém eles começaram a aparecer em forma de vultos e a falar comigo.

Comecei a me interessar em estudar ocultismo, magia e esoterismo e, gradativamente, fui me tornando um mago. Lia tudo o que aparecia pela frente, desde horóscopo até a bíblia negra. O livro de São Cipriano era a minha literatura de cabeceira. Gostava de me sentir poderoso, de poder manipular as coisas, de interferir no curso natural dos fatos.

Conseguia tudo o que eu queria com a ajuda dos espíritos. Servia a eles com total fidelidade e adoração. Sabia que se não os decepcionasse, eles me dariam tudo o que eu queria. Como sempre fui muito observador, comecei a reparar que tudo o que Deus faz, a magia negra faz igual, mas de forma contrária. Por exemplo: o número sete é o número de Cristo, porém, o diabo diz que sete é o número do mentiroso. Jesus morreu às 3hs da tarde; os maiores feitiços são feitos às 3hs da manhã. Sexta-feira foi o dia do perfeito sacrifício, porém, a maioria dos malefícios é feita também as sextas-feiras. E, desta forma, fui me municiando cada vez mais contra o diabo. Servia a ele, mas como diz o ditado, um olho na missa e o outro no padre. Sempre amei muito a “Deus”, sim, este nosso “Deus” da bíblia. Sempre O temi e respeitei e hoje tenho a plena certeza de que foi esta fé que me manteve vivo até hoje para poder dar este meu testemunho, que é o primeiro de vários outros que ainda serão dados.


Publicado por Bispo Edir Macedo

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