domingo, 5 de dezembro de 2010

Jovens se arriscam em redes sociais

Pesquisa revela que 31% deles conversam com desconhecidos pela web



É cada vez maior o número de jovens que utilizam as redes sociais. E apesar de todo o apelo da mídia em mostrar os perigos que a exposição excessiva acarreta na vida das pessoas, muitos adolescentes insistem em divulgar na internet fotos, nome, endereço e outros tipos de informações pessoais, que ficam totalmente à vista de todos.

Isso é comprovado por uma pesquisa realizada pela fabricante de antivírus McAfee, em conjunto com o Instituto TNS. Segundo os números, em cada dez jovens de 13 a 17 anos de idade, oito utilizam as redes sociais. Dos entrevistados, 63% compartilham fotos; 31% conversam com desconhecidos – através de chat; e cerca de 5% informam a localização de onde vivem e dos locais que frequentam.

O perigo da divulgação de dados pessoais é muito grande, já que a rede é compartilhada por milhares de pessoas no mundo inteiro. Além disso, há o risco de o adolescente se relacionar, mesmo que virtualmente, com pessoas estranhas, que podem aliciar, seduzir, roubar, raptar, violentar e até mesmo matar.

As redes sociais como Hi5, Facebook, Orkut, Sonico, entre outras, além dos chats, expõem principalmente crianças e adolescentes a riscos desta natureza. Um exemplo disso foi o caso de Ashleigh Hall, uma garota de 17 anos encontrada morta em uma estrada de Darlington, na Inglaterra, em 2009. Na noite que antecedeu o crime, ela disse aos pais que dormiria na casa de uma amiga e voltaria antes do almoço, o que não aconteceu. As amigas da jovem disseram ao jornal britânico “Daily Mail” que Ashleigh vinha conversando com um garoto de 16 anos pela web.

Outro caso mais recente aconteceu em Pinhais, no Paraná, onde uma adolescente esteve desaparecida. Apesar do susto, a menina, de 13 anos, que conheceu um rapaz pela internet e fugiu com ele, foi encontrada 10 dias depois em outro município, aparentemente bem.

Possível solução

Para a psicóloga Marina Vasconcelos, especialista em psicodrama terapêutico, uma possível solução seria a família “estipular horários para o uso do computador, tanto para fins escolares quanto para jogos e diversões em geral”.

“Os pais devem conversar com seus filhos sobre isso, explicando claramente os riscos envolvidos na exposição indevida de dados pessoais na internet. Nada como a conversa, a explicação, a orientação. O adolescente precisa disso”, destaca Marina.

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