segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

ANTICRISTO: O MUNDO SE PREPARA
Redação
  O interesse de padronizar valores morais que contrariam a herança do judaísmo e do cristianismo. As alterações climáticas e ecológicas e o avanço da tecnologia e da ciência, cooperando para um domínio global. Todos esses fatores fazem parte de um cenário que compõe o cumprimento de inúmeras profecias que preparam a chegada do governo do anticristo.

Um dos primeiros fatores a serem considerados, nesse aspecto, seria o ponto de vista político. Desde o fim da guerra fria e o desmoronamento da União Soviética, tem-se a consolidação da hegemonia norte-americana sobre o mundo.
De acordo com estudiosos, esse fator é interessante porque o reinado do anticristo também será um reinado hegemônico. "O mundo já não tem mais o caráter bipolar, pois está dentro de uma perspectiva de unificação." A declaração é do professor de teologia, história e filosofia da Faecad (Faculdade das Assembleias de Deus), graduado em história moderna pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Moisés Martins.
Segundo ele, o próprio governo Obama agora representa um esforço claro no sentido de estabelecer ou criar condições para que os Estados Unidos estejam dentro de uma perspectiva de uma nova ordem mundial. Isso porque os EUA já teriam um impedimento, caso houvesse uma tentativa nesse sentido, pela força militar e econômica que possui.
De acordo com Martins, o anticristo está ligado a essa questão da possibilidade de um governo em escala planetária. Sendo assim, quanto menos resistência houver, melhor para esse processo. "Os rumos da política contemporânea e mundial nos dias atuais são muito marcados por essa questão da unificação de possibilidades políticas. E a eleição de Barack Obama estaria indicando esse fato de forma muito clara", afirma o professor.
O filósofo explica que, dentro da perspectiva do universo da economia, a formação dos blocos econômicos também seria uma indicação de que caminhamos no sentido de ter uma ordem econômica mais ou menos unificada.
"Há uma tentativa de fazer com que a economia esteja gravitando em torno de um controle bem específico e bem determinado. Estamos vendo agora, com muita clareza nesta década e nesses últimos tempos, um processo duplo, tanto de unificação política como de unificação econômica, chamado genericamente de globalização e que está indicando com muita clareza algumas coisas que a Bíblia fala sobre final dos tempos e reinado do anticristo", analisa.
O filósofo chama a atenção para o fato de que algumas profecias muito específicas relatam a questão referente à multiplicação do conhecimento, que está no livro de Daniel. Segundo Moisés, nunca se viu, como no século XX e XXl, uma explosão tão grande de conhecimento em várias áreas. Ele afirma que a inteligência humana tem atuado, realizado e construído. E diz que todos esses aspectos vão delineando um quadro profético, escatológico e que situa a questão da possibilidade de um governo em escala mundial para um controle mais efetivo das nações.
"Ainda dentro da política externa norte-americana, um dado que não tem passado despercebido é o fato de que é a primeira vez que uma administração política norte-americana toma um posicionamento de um certo distanciamento com relação a Israel", observa. O professor lembra que os governos americanos anteriores a Obama sempre foram marcados por um atrelamento bem direto e bem objetivo com os interesses de Israel no Oriente Médio.
 "Esse governo já marca um certo distanciamento até a última viagem de Obama a um país árabe e não a Israel. Eu creio que isso também faz parte de um quadro que nós veremos. Todas as nações do mundo se posicionando contra Israel, de alguma forma, isso é o cumprimento de uma profecia bíblica", diz.
Segundo o professor, essa situação vai permitir que o governo do anticristo se estabeleça com uma base mais firme, controlando inclusive e influenciando os rumos das decisões tomadas também no governo norte-americano.
Martins adianta que não se pode ignorar o fato de que essa questão referente aos Estados Unidos é de suma importância dada à força política, econômica e militar que o país possui. O professor afirma que para onde os EUA colocarem o peso das suas ações, certamente terão uma repercussão mundial. "A gente vê uma preocupação desse novo governo democrata de se afastar um pouco de Israel e colocar mais o peso da sua atuação favorável aos árabes no contexto do Oriente Médio. Se isso se confirmar, é um aspecto que vai sublinhar o que a profecia diz acerca dos últimos tempos e de uma tomada de posição bem global em relação a Israel no todo, por parte de todas as nações", explica.
Moisés alerta sobre o fato de que, hoje, há um aspecto muito interessante de se tentar padronizar valores morais que são totalmente contrários à herança do judaísmo e do cristianismo. "Isso também compõe o cenário onde o anticristo vai reinar expressando bem a essência do que significa esse título anticristo", pondera.
NOVA ORDEM
De acordo com o teólogo, esse quadro será contrário a tudo aquilo que tenha um valor de identificação do universo da fé cristã. "Hoje se vê uma clara afirmação de um relativismo cultural cada vez mais forte e a valorização de comportamentos ligados à homossexualidade, de um crescimento de um outro tipo de comportamento na área moral contrário à herança judaico-cristã, que faz parte desse cenário futuro que está bem próximo da consolidação de uma nova ordem", afirma.
O teólogo acredita que não só do ponto de vista econômico, mas também político e cultural, a somatória desses fatores é prenúncio de um momento como nunca se viu no ocidente; um momento de superação da cultura cristã, quase que uma realidade pós-cristã hoje no mundo ocidental. Martins declara que se trata da escala de valores que representa a imaginação e o desejo do anticristo de um reinado contrário aos valores bíblicos e à fé cristã e contrária ao Antigo e Novo Testamentos.
"Seja de que ângulo encaremos esses fatos, seja analisando a questão econômica, política, cultural ou moral, o que vemos é uma escalada de fundamentos, princípios e questões que estão negando cada vez mais abertamente tudo aquilo que o cristianismo representa e que, por fim, vai criar um cenário propício à ascensão de um governo que a Bíblia aponta como sendo o governo do final dos tempos, chamado governo do anticristo", analisa.
Moisés lembra que o fator climático e o aspecto ecológico também são fatores a serem considerados porque dizem respeito à questão de uma ação de ética com relação ao planeta. Segundo ele, a própria criação de Deus tem sofrido no âmbito da natureza como ação devastadora da agressividade do pecado humano. Um processo de desenvolvimento que não leva em consideração a questão relativa ao mundo natural criado por Deus.
"Isso tudo, evidentemente, junto com os outros fatores, vai criar uma série de condições para indicar uma crise bastante dramática em escala planetária, e o anticristo virá justamente como um elemento que vai apresentar algumas soluções para essa crise dentro de um discurso de resgate de algumas questões", esclarece.
O professor complementa que não será apenas um aspecto de negação, mas também um resgate à questão da paz universal e que o governo Obama também sinaliza nesse sentido. "Eu não estou fazendo uma indicação de que esse governo representa o governo do anticristo, mas há uma mudança de enfoque da postura da política internacional dentro dos Estados Unidos que aponta mais para esse aspecto de conciliação de possibilidade de resolução de alguns conflitos que, durante décadas, marcaram a confiança da humanidade como a impossibilidade de resolução", analisa.
O professor reforça a ideia de que o aspecto ecológico também será um elemento a ser considerado por reforço da autoridade desse governo, na medida em que colocar alguns limites para esse tipo de progresso devastador e sinalizar com aquele nome de religião, de princípios de Nova Era, um resgate quase no sentido de pandeísmo, concedendo à Terra valores quase espirituais ou como se fosse algo dotado de natureza espiritual.
O teólogo entende que tudo faz parte de um complexo de questões que estão emaranhadas e envolvidas, mas todas dentro de uma mesma lógica de um governo que vem resolver crises e por outro lado vem de alguma maneira marcar um distanciamento cada vez maior das populações do planeta em relação à herança da fé cristã e do judaísmo e do legado de Jesus.

Nenhum comentário:

Postar um comentário