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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Arqueologia confirma Bíblia
Redação
AGÊNCIA UNIPRESS INTERNACIONAL
Clarisse Werneck / Eliana Caetano



A arqueologia prova que as Escrituras Sagradas não são um livro de fantasias.” A afirmação é do arqueólogo Rodrigo Silva, fundador e diretor do Museu de Arqueologia Bíblica Paulo Bork. Segundo ele, há indícios históricos de vários fatos narrados na Bíblia e algumas dessas provas, hoje, se encontram no Brasil.

Único Museu de Arqueologia Bíblica da América do Sul, o Museu Paulo Bork, do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), reúne peças de 2300 a.C. até 1500 d.C., todas com certificado de procedência. Somente 20% delas são réplicas; as outra 80% são originais encontrados em escavações no Egito, Líbano, Israel, Sudão, Jordânia, Espanha, Itália e Síria.
Ali os visitantes podem ver pontas de lanças romanas da época de Jesus, pregos usados em crucificação de pessoas, lâmpadas da passagem das virgens, moedas como as que Judas recebeu para trair Jesus, entre vários outros objetos de grande valor histórico.

Dentre as peças originais que fazem parte do acervo do museu há uma imagem de Baal, Deus adorado pela rainha Jezabel (1 Reis 16:31), e uma asa de um jarro do rei Ezequias com um escaravelho desenhado.

“O artefato refere-se à passagem 2 Reis 18:13 a 2 Reis 19.34, quando o rei de Judá, Ezequias, ficou em dúvida se deveria se unir ao Egito em uma investida contra o rei Senaqueribe, da Assíria. A Bíblia não fala o que aconteceu, mas o símbolo do rei Ezequias era um escaravelho, com as asas abertas. Então, pela arqueologia, sabe-se que Ezequias juntou-se ao Egito, pois o símbolo dele estava em próprio selo”, explica.

Há ainda uma réplica em tamanho natural de um código de lei sumeriano, que data de 2000 a.C. O código traz uma série de regras sobre propriedade. Em uma delas, é dito que se alguém compra terras de outra pessoa, a prova de que ele se tornou o dono dessa propriedade é ganhar desse vendedor um pequeno ídolo (uma estatuazinha). No Museu Paulo Bork há duas originais desses ídolos, chamados terafins.

“Quem tinha a posse do ídolo, tinha a posse da terra, por isso ele precisava ser bem guardado. Na Bíblia, quando Raquel roubou os ídolos de Labão para entregar a Jacó, ela fez isso porque queria roubar a terra do pai e entregar ao marido. Mas, muita gente, lendo as Escrituras, pensa que ela era idólatra. Esses elementos arqueológicos mostram que essas histórias têm como pano de fundo a Mesopotâmia do terceiro milênio antes de Cristo”, diz Silva.
Pedra de Nabucodonosor
A principal peça da instituição é uma pedra com a seguinte escritura em acadiano (língua falada na antiga Babilônia): “Eu sou Nabucodonosor, rei da Babilônia, provedor dos templos de Ezaguila e Ezida e filho primogênito do rei da Babilônia Nabopolasar.” Rodrigo Silva diz que até algum tempo atrás os historiadores não acreditavam que a Babilônia  e Nabucodonosor haviam existido, mas achados arqueológicos como esse provaram o contrário.

O Museu de Arqueologia Bíblica Paulo Bork fica no campus da Unasp, na Estrada Municipal Pastor Walter Boger, sem número, km 3,4, Engenheiro Coelho (SP).







Pedras clamandoSão raríssimos os profissionais de arqueologia bíblica no Brasil. Um dos únicos que se dedicam a esse tipo de estudo é Rodrigo Silva, criador e diretor do Museu de Arqueologia Bíblica Paulo Bork. Ele é formado em Filosofia e Teologia, tem curso de especialização na área de Arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, pós-doutorado em Arqueologia pela Andrews University (EUA) e já participou de escavações internacionais.

Para o especialista, as pesquisas científicas sobre as histórias bíblicas atestam o caráter não-ficcional das Escrituras Sagradas, muitas vezes relegado. Segundo ele, a Bíblia é um documento valioso para o estudo acadêmico. Autor do livro "Escavando a Verdade: a Arqueologia e as Incríveis Histórias da Bíblia" , ele já encontrou indícios históricos do êxodo hebraico, da conquista de Canaã, da queda das muralhas de Jericó, dos reis de Israel, do cativeiro babilônico, da destruição de Sodoma e Gomorra, entre outros.
"Jesus, certa vez, à porta de Jerusalém, declarou: ‘Ainda que os filhos se calem, as próprias pedras clamarão.’ E a arqueologia é isso: pedras clamando", completa

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