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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Cuidado com o uso do bluetooth!
Redação
Os telefones celulares com tecnologia bluetooth – usada para conectar o aparelho a fones de ouvido e computadores – podem expor dados pessoais dos usuários, como agenda telefônica e mensagens de texto.


Se a configuração permitir que qualquer celular se conecte ao de outra pessoa, as informações podem ser copiadas sem qualquer tipo de controle.

A facilidade de acesso também pode levar para a telefonia móvel problemas que já atingem os navegantes da internet, como os vírus.

Com a crescente popularização desses aparelhos, começam a ser desenvolvidas ameaças específicas. Acredita-se que essas também possam ser as armas do futuro para atingir as empresas, obtendo-se, por exemplo, dados sigilosos dos concorrentes, de acordo com especialistas.  É possível usufruir dos  benefícios da tecnologia e preservar a privacidade, adotando-se alguns cuidados, como mantê-la ativada só quando estiver em uso e atualizar periodicamente os softwares do fabricante, explicam esses estudiosos.

Os experts em segurança dão outras dicas, como sugerir aos usuários que mantenham o bluetooth dos seus aparelhos desligados, habilitando-os somente quando estiver em uso. Caso não seja possível, configure-o para impedir sua identificação por outros aparelhos. Essa opção costuma aparecer como “Invisível” ou “Oculto”. Se comprar um aparelho usado, antes de inserir os dados, restaure as opções de fábrica e configure-o novamente.

Por fim, instale todos os softwares de segurança recomendados pelo fabricante e fique atento às suas atualizações.

Chip melhora multimídia
Em setembro, surgiu uma novidade que pode melhorar a capacidade da tecnologia bluetooth no campo de reprodução multimídia: um chip capaz de dar agilidade à transmissão de áudio. O site “The Inquirer” explicou que dispositivos como fones de ouvido bluetooth recebem dados com atrasos de até 200 mil segundos, o suficiente para trazer desconforto e problemas de sincronia em jogos, reproduções de vídeos ou TV portátil.

Uma tecnologia desenvolvida pela CSR, especializada em chips bluetooth, reduzirá este problema com o uso de um processador digital (DSP, na sigla em inglês) especial.
Chamado de bluetunes, a novidade permitirá alternar entre o modo ligação e reprodução de conteúdo, trazendo melhorias tanto na velocidade quanto na clareza do áudio transmitido em ligações. Com uso de uma bateria de 180 mAh, o dispositivo com a tecnologia teria autonomia de 10 horas de funcionamento. O produto será vendido para a indústria a partir de dezembro.

Tecnologia bluetooth
Hoje em dia, qualquer um pode ter a mordomia de, por exemplo, ao ler um livro ou escutar música sentado no sofa da sala de casa, atender o telefone pelo seu headset, sem a necessidade de se deslocar até o aparelho. Uma pessoa o convida para um programa de lazer e avisa que vai enviar uma foto do local, tirada com o celular. Esse telefone celular recebe a imagem e o usuário manda para a impressora que está no escritório dele, na sala ao lado. Tudo isso aconteceu sem que essa pessoa saísse do sofá e sem a necessidade de um fio conectado a algum dos aparelhos. Este cenário é possível graças à tecnologia bluetooth de comunicação sem fio, que funciona com ondas de rádio de curto alcance.

A Ericsson começou a desenvolver o bluetooth em 1994. A companhia queria, na época, substituir os cabos que eram utilizados para conectar os aparelhos celulares aos acessórios (como cabos de dados e fones de ouvido) por um sistema sem fio, de baixo custo e que consumisse pouca energia.

Em 98, IBM, Intel, Nokia e Toshiba se uniram à Ericsson e formaram o Special Interest Group (SIG), que completou o desenvolvimento deste sistema sem fio batizado de bluetooth.
Este nome, ao contrário do que possa sugerir, nada tem a ver com “raio azul”, disparado quando uma conexão é formada, nem com “dente azul”,  como pode sugerir a tradução para o português. Na verdade, o nome foi escolhido em homenagem ao rei Harald Blaatand Bluetooth, que governou a Dinamarca no século 10 - entre 940 e 981.

Neste período, o rei Harald unificou sob seu domínio os reinos da Dinamarca e parte da Noruega. Por fazer esta junção de reinos e por duas das principais empresas do grupo serem nórdicas, o nome veio bem a calhar.

O bluetooth funciona com ondas de rádio de baixa freqüência e curto alcance, que trabalham na faixa entre 2.402 GHz e 2.480 GHz, conhecida como Industrial, Scientific e Medical (ISM) e seu uso, de acordo com as normas internacionais, é livre.

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