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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Conversão e novo nascimento


No momento em que nos convertemos, cessa a preocupação com o amanhã

Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. E apareceu a Cefas e, depois, aos doze. Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem. Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os apóstolos e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo.” (1 Coríntios 15:3-8)
Se você analisar com atenção a passagem bíblica, verá que o Senhor Jesus não apareceu a todos que se diziam cristãos. Com exceção dos apóstolos, apenas quinhentas pessoas, aproximadamente, viram-No depois da ressurreição. Ora, Deus não quer Se manifestar e salvar a todos? As Suas bênçãos não são para todas as pessoas? Não há nenhuma dúvida quanto a isto, pois a morte do Senhor Jesus na cruz não foi só para alguns, mas para toda a humanidade.
Só pode, no entanto, desfrutar dos benefícios do Calvário e do perdão de Deus aquele que persevera no Evangelho e permanece firme na fé. Quando o Senhor Jesus foi preso e crucificado, muitos se dispersaram; havia pessoas que criam n’Ele apenas quando estava tudo bem e sem problemas. É justamente isto que acontece hoje. Sim, pois muitos cristãos gostam da igreja; assistem aos programas evangélicos na TV; gostam das mensagens; acham as canções e orações muito bonitas; estão enamorados pelo Senhor Jesus, mas só enquanto está tudo calmo, as perseguições não vêm e as lutas e tribulações não se levantam.
Tais pessoas não estão convertidas ao Senhor Jesus, mas sim convencidas de uma fé que, na realidade, não é verdadeira. O fato de estar na igreja não é sinal de uma real conversão ao Senhor Jesus. Não podemos ser seguidores de longe, à semelhança da multidão que O seguia. Muitas pessoas ainda não se “casaram” com Ele; estão ainda em fase de “namoro”; encontram-se com o Senhor Jesus de vez em quando, mas ainda não conquistaram a salvação; não se firmaram na fé e não tiveram um encontro real e verdadeiro com o Espírito Santo.
Se alguém se acha nesta situação, é preciso tomar uma decisão em sua vida. Não pode ficar “em cima do muro”, como se diz popularmente, porque se não tiver um encontro com o Senhor Jesus, quando vierem as lutas e os problemas não resistirá e acabará por abandonar a fé.
No momento em que nos convertemos, cessa a preocupação com o amanhã, pois aprendemos a buscar em primeiro lugar o Reino de Deus, sabendo que tudo o mais nos será acrescentado. O Senhor Jesus nos disse: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.” (João 14.21)
Nicodemos, a quem já nos referimos, um dos principais da sinagoga, procurou o Senhor Jesus na calada da noite, para não ser visto por ninguém. Para não comprometer a sua posição social e não se tornar motivo de escárnio por parte dos seus companheiros. São, infelizmente, ainda muitos os que vão à igreja escondidos dos amigos ou dos familiares, por não quererem ser criticados ou perseguidos por causa da sua fé. O Senhor Jesus, no entanto, disse: “Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.”
Não podemos nos envergonhar de Jesus, porque ou nós somos d’Ele e assumimos isto, ou então não temos parte com Ele. Nicodemos, impressionado com os sinais que o Senhor estava realizando e observando as Suas obras, chegou à conclusão de que realmente Ele só podia fazer tudo aquilo porque Deus era com Ele.
Reconheceu Jesus como sendo o Mestre, diferente dos demais, e queria que o Senhor lhe esclarecesse mais sobre o Reino de Deus. Mas só esse reconhecimento não era suficiente. Da mesma forma muitas pessoas abandonam os ídolos de madeira, de pedra e de metal; deixam as entidades que cultuavam e as suas práticas ocultistas; não se prostituem mais; já não mais vivem no pecado, mas não estão convertidas.
Foi isso que o Senhor Jesus explicou a Nicodemos, quando lhe falou da importância do novo nascimento: “Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.” (João 3.5). Para que a nossa vida possa ser uma verdadeira bênção de Deus é necessário este novo nascimento. A água representa o batismo nas águas, o sepultamento da natureza pecaminosa da qual faz parte o caráter humano, e, após o batismo, o corpo do pecado é morto.
O batismo, no entanto, não é uma fórmula mágica e nem serve para resolver problemas; é uma decisão pessoal de se submeter inteiramente ao Senhor Jesus, e isto não é uma atitude para qualquer pessoa, mas sim para aqueles que querem viver uma vida separada para Deus. Precisa ser uma atitude consciente, para que a pessoa, depois de já estar na Igreja, e até mesmo ocupando uma responsabilidade na Obra do Senhor Jesus, não venha a dar vazão às obras da carne e pecar contra Deus. Muitos se batizam nas águas influenciados por alguém, ou mesmo por emoção, mas a velha natureza e os velhos desejos continuam vivos dentro deles. O batismo não surtiu nenhum efeito, não teve nenhum valor.
Se você sente que o batismo que experimentou aconteceu em um momento no qual não estava preparado para assumir um compromisso com o Senhor Jesus, e não teve a sua velha natureza totalmente sepultada, precisa passar novamente pelas águas. Sim, para que desta vez tome uma atitude consciente e tenha realmente um novo nascimento. Esta é a única maneira de manter morto o seu “eu” e para o pecado não ter mais domínio sobre você.
Retirado do livro “Estudos Bíblicos”, do bispo Macedo.

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