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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Filho de fato


A diferença entre ser verdadeiramente de Deus e só querer Seus benefícios

Da Redação / Foto: Thinkstock
redacao@arcauniversal.com
Ao lado de um poço que fornecia água a uma pequena comunidade judaica antiga, três mulheres conversavam. Um ancião sentou-se perto para descansar de uma longa caminhada. Tomou um pouco d’água e se distraía ouvindo o diálogo.
Uma delas se entusiasmou quando a maternidade virou o assunto em pauta:
– Meu filho é muito ativo. Ele é forte, corre e pula o tempo todo.
A segunda mãe, não menos orgulhosa:
– O meu tem uma voz prodigiosa. Parece até um passarinho, de tão bonito que canta!
A terceira mulher ficou quieta. O idoso, curioso, lhe perguntou:
– E você? Não tem filhos?
– Sim, senhor. Mas é apenas um menino normal, como qualquer criança.
As três pegaram seus vasos e os levaram aos ombros, preparando-se para levá-los para suas casas. Mal começaram a andar pela trilha que dava acesso à vila quando três meninos apareceram na primeira curva.
O primeiro pulava para todo lado, e começou a subir numa árvore, balançando-se nos galhos.
O segundo cantava, gesticulando como se estivesse num palco, procurando aplausos.
O terceiro foi em direção às três mulheres. Parou diante da terceira, deu-lhe um beijo na face, pegou das mãos dela o jarro cheio de água e o levou para casa.
As duas primeiras mulheres, ao perceberem o velho sábio reparando nos pequenos, perguntaram o que ele achou das crianças.
– Acabei de ver três meninos, mas apenas um filho.
Uma parábola bíblica contada pelo próprio Senhor Jesus combina muito com esse pequeno conto judaico:
“Mas, que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha.

Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas depois, arrependendo-se, foi.

E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi.

Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus.”
Mateus 21:28-31
No conto, a obediência e o respeito do menino pela mãe mostraram ter muito mais valor que o laço sanguíneo, o parentesco. Não foi só a natureza que agiu.
A atitude do primeiro filho na parábola também. A princípio, o rapaz cedeu ao impulso da carne, à preguiça. No entanto, o respeito e o amor pelo pai falaram mais alto. Ainda que ele tenha sido indisciplinado e tenha optado pela insubordinação no primeiro momento, a razão o fez dar prioridade ao seu papel como filho daquele homem que poderia ter mandado, mas preferiu pedir que o filho o ajudasse na lavoura.
Já seu irmão, garantiu ao pai que ajudaria. Mas na hora do trabalho mesmo...
Ele agiu como muitos que se dizem cristãos. Abrir a boca para louvores é bem fácil. Dizer-se cristão perante a sociedade rende aprovação por boa parte dela. Mas na hora de realmente serem filhos de Deus – na ação, não só no falar –, abdicam dessa condição.
A vida é cheia dessas pessoas que são alguma coisa da boca para fora. Políticos que se dizem representantes do povo, ao qual declaram seu amor todos os dias, mas na verdade só estão em um cargo público pelo próprio benefício. Cônjuges que juram amor eterno perante o pastor, mas traem a confiança do outro ou são indiferentes no dia a dia do casamento. Funcionários que vivem se considerando grandes profissionais, mas só oferecem desculpas, ao invés de resultados. No cotidiano cristão – que é bem mais importante do que parece –, dá no mesmo. Dizer-se filho de Deus e realmente se comportar, não levianamente, como um, é algo bem fácil de encontrar.
A Bíblia é uma forma inteligente de como Deus procura ensinar a todos como ser seu filho de fato, na prática. Além do próprio Senhor Jesus Cristo, bons exemplos nela não faltam: Daniel, Elias, João Batista, Abraão, Ester, Samuel, Moisés e Davi, só para citar alguns.
E você? Realmente é filho de Deus no seu dia a dia ou é só mais um crente da boca para fora?

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